António Pereira Nobre nasceu no Porto a 7 de agosto de 1867 e faleceu a 18 de março de 1900. É mais conhecido como António Nobre. Foi um poeta português cuja obra se insere nas correntes ultra-romântica, simbolista, decadentista e saudosista da geração finissecular do século XIX português. O poeta trouxe a
linguagem poética ao nível da fala comum, fazendo da poesia o milagre de uma
conversa à lareira. Quando pensamos nos antecedentes literários desta evolução
lírica, encontramo-los no lirismo quinhentista, no folclorismo de Gil Vicente, no
Romanceiro e no casticismo teórico e prático dos românticos.
António Nobre, apesar
da escassez do número de obras, tem de ser reconhecido, pois constitui um dos
grandes marcos da poesia do século XIX e uma referência obrigatória na
Literatura Portuguesa. É destacado pelo livro Só e as suas obras póstumas Despedidas
e O Desejado, e Primeiros
Versos. O poeta recusou a
elaboração convencional, a oratória e a linguagem elevada do simbolismo do seu
tempo, procurando dar à sua poesia um tom de coloquialidade, cheio de ritmos
livres e musicalidade, acompanhado de um cenário pictórico rico e original.
Nesta rutura com o simbolismo foi precursor da modernidade. Marcantes, ainda,
na sua obra são o pessimismo e a obsessão da morte, o fatalismo com a sua
predestinação para a infelicidade.
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