quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Produção Escrita

   Tudo parecia estar a correr normalmente até que, pelas ruas de Lisboa, um homem estava aos berros: Matam o Mestre! Matam o Mestre no Palácio da Rainha! Preocupado, dirigi-me á porta, o resto da população estava na rua, provavelmente confusa tal como eu. Outros homens seguiam o homem que ia aos berros nas ruas.
    Decidido a descobrir o que se passava, sai de casa. Enquanto falava com mais duas vizinhas, os seus maridos carregavam armas. Tal como eles, fui armado.Uns reconheceram o homem, era o Pajem do Mestre que continuava a espalhar a noticia. Álvaro Pais apareceu armado e em cima de um cavalo enquanto dizia á população para ajudar o Mestre que o iam matar. 
    Começamos a andar até ao Palácio da Rainha. O monte de gente que se tinha juntado nas ruas continuava a gritar que matavam o Mestre. Por onde passávamos, mais pessoas se juntavam. A quantidade de gente não cabia nas ruas principais. Nunca as ruas de Lisboa tinham visto tanta gente. Todos queriam saber: quem queria matar o Mestre?Achava-se que era João Fernandes que o ia matar e que quem o tinha mandado era a Rainha. 
    Assim que chegamos ao Palácio todos começaram a perguntar pelo Mestre de Avis. Ainda pensaram em pegar fogo ao Palácio. Mais tarde começaram a dizer que o Mestre estava vivo e que João Fernandes estava morto. Sem acreditar, nós, a população queríamos ver o Mestre, e assim, este aparece á janela.
    As mulheres saíram á rua quando o viram á janela dizendo que era tão bom vê-lo.
    Mais tarde veio-se a saber que quem tinha matado João Fernandes. Quem o matou foi o Mestre. Todos nós ficamos a achar que o Mestre também devia ter matado a Rainha, mas em vez da Rainha este matou o Bispo.


Número de palavras: 301.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A Crise de 1383-1385.

A Crise de 1383-1385 foi um período de guerra. Que ocorreu em Portugal. A crise começou quando D. Fernando morreu sem herdeiro ao trono. D. Fernando estava casado com D. Leonor Teles, do seu casamento apenas nasceu a Infanta Beatriz e por esse motivo o seu casamento era uma questão estratégica. Beatriz ia então casar com D. João I de Castela, isto implicava o trono de Portugal pois caso Beatriz morresse antes do marido e sem filhos, D. João I de Castela é que seria o herdeiro ao trono.
Assim apareceram dois candidatos:

  • João, filho de D.Pedro I e de Inês de Castro;
  • João, Grão-Mestre de Avis.


A 6 de dezembro de 1383, o Mestre de Avis vai ao paço e mata o Conde Andeiro. O pajem corre pelas ruas de Lisboa a dizer que matavam o Mestre. Álvaro Pais, que estava metido na conspiração, aparece armado e convence o povo de que o Mestre precisava mesmo de ajuda.O Mestre aparece a uma janela como prova de que estava vivo. Deste modo o povo de Lisboa aclama o Mestre de Avis Regedor e Defensor do Reino.
A 6 de abril de 1384 dá-se a Batalha dos Atoleiros. Em maio, o rei de Castela cerca Lisboa.


Batalha de Aljubarrota 02.jpg
Batalha de Aljubarrota.
Em 1385 dá-se a Batalha de Aljubarrota. A batalha ocorreu em agosto entre as tropas portuguesas comandadas por D. João I, Mestre de Avis e as tropas Castelhanas lideradas por D. João I de Castela. O exercito de D. João I de Castela era mais numeroso do que as tropas portuguesas, mas o grande vencedor foi Portugal.



D. João I, Mestre de Avis. Rei de Portugal.






A crise acaba quando D. João I, Mestre de Avis, se torna rei de Portugal.













Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_de_1383%E2%80%931385_em_Portugal

https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Aljubarrota

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_I_de_Portugal




terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A obra literária de Fernão Lopes.

A obra de Fernão Lopes é composta pelas Crónicas de D.Pedro I, de D. Fernando e de D.João I ( composta pela 1º e 2º parte).
  • A Crónica de D.Pedro I situa-se entre os anos de 1357 a 1367(período que corresponde ao reinado deste monarca).
  • A Crónica de D. Fernando ocupa os anos de 1367 a 1383, e corresponde á historia do reinado deste monarca, especialmente das chamadas "guerras fernandinas".
  • A 1º parte da Crónica de D. João I. Situa-se no curto período de cerca de dezasseis meses que vai do assassinado do Conde Andeiro, em dezembro de 1383, a aclamação do Mestre de Avis como rei de Portugal, nas cortes de Coimbra, em abril de 1385.
  • A 2º parte da Crónica de D. João I. Transporta-nos de abril de 1385 até 31 de outubro de 1411 (há apenas, na fase final, referencia a alguns episódios posteriores a esta data) e corresponde portanto à historia do conflito entre Portugal e Castela, desde as cortes de Coimbra até á assinatura do tratado de paz.

A vida e obra de Fernão Lopes.

Resultado de imagem para fernão lopesEra oriundo de família vilã. Era guarda-mor das escrituras da Torre do Tombo. Foi designado por D. Duarte para ser cronista do reino, a partir de 1419. Escreveu as Crónicas de D. Pedro I, D. Fernando e de D. João I. Talvez o que chegou até nós sob a forma de rascunho são crónicas dos reis anteriores. Foi escrivão dos de D. João I e de D. Duarte, secretário do infante D. Fernando.
Fernão Lopes, de modo nenhum desprezando o passado, introduz na nossa literatura uma escrita inovadora, fortemente audaz e metafórica, a um tempo, de nos fazer acreditar na movimentação cinematográfica de multidões em transe de modificar os destinos de um país ameaçado e de nos pintar de uma minúcia reveladora.  

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O Livro de Linhagens do Conde D.Pedro.

Este nobiliário agiganta-se no panorama da prosa portuguesa de trezentos: para lá do seu carácter universal, ela é a primeira obra original da historiografia portuguesa( ocupa-se dos primeiros reis de Portugal até D. Afonso IV). Reveste-se uma preocupação social.
Os atos de bravura, a fidelidade à palavra dada, as traições de que se ocupa, as pequenas histórias que conta, os traços pitorescos e anedóticos que refere, a explicação de alcunhas, graciosas umas, ridicularizadas outras, a casamentos, a raptos, a adultérios,a violações, revelam abruptamente as pessoas neles envolvidos.
As narrativas da batalha do Salado e do Rei Ramiro são as mais importantes. Envocaram a "estória" que a tradição oral transmitia, afastando-se dela, do possível cantar de gesta que estaria na sua origem, atualiza-se uma narrativa sentimental.
A narrativa da Batalha do Salado encontra-se incompleta no Cancioneiro da Ajuda. Apresenta valores da cavalaria( espírito religioso, honra, prez e bondade).

Os Livros de Linhagens na Idade Média Portuguesa.

Os livros de linhagens ou nobiliários foram na Idade Média, considerados de grande relevância do ponto de vista social. Sentia-se uma necessidade de escrever as genealogias dos senhores, das grandes famílias, para que por elas se conhecessem os ascendentes, porque só conhecendo se evitariam os casamentos incestuosos, podendo-se viver, assim fora de pecado.
Elucidavam também sobre os mosteiros de que os senhores eram fundadores e dos benefícios a receberem provenientes dessas fundações.
Há livros de linhagens que extrapolam a simples genealogia, ganhando, assim, uma nova dimensão. O "Livro Velho", "O Livro do Deão" e o "Livro de Linhagens do Conde D. Pedro" são os mais importantes.
O primeiro foi escrito nos finais do século XIII, perdeu-se e está representado por um manuscrito do século XVII.
O segundo foi escrito em 1343, a pedido de um deão para os fidalgos ficarem a conhecer as suas famílias.
O "Livro de Linhagens do Conde D. Pedro" foi escrito em 1340 a 1344. A obra afasta-se das típicas genealogias pois ultrapassa as fronteiras do reino.

Características da sátira trovadoresca.

A sátira do período trovadoresco reveste-se das seguintes características:

  1. É concreta e particular. Na verdade, são muito raras as cantigas que visam defeitos de carácter geral e de um modo abstracto, como a mentira, a luxuria, a inceceridade, avareza. Não atacam o vicio em si, atacam pessoas particulares que se revelam mentirosas, cobardes, sensuais ou avarentas.
  2. É fundamentalmente de carácter social. Como mais tarde fará Gil Vicente, os trovadores satirizavam tipos sociais. Assim, vemo-las criticar: membros do clero com comportamentos pouco edificados; nobres cobardes e empobrecidos; os vários ofícios(jograis); os vilões.
  3. É, em parte, muito obscena. Encontramos em muitas composições satíricas com obscenidades de realismo cru.