domingo, 13 de março de 2016

Crónica de D. Fernando.

Esta crónica foi também escrita por Fernão Lopes. Foi escrita entre 1440 e 1450. É a segunda das três grandes crónicas de Fernão Lopes. A crónica relata as Guerras Fernandinas com o reino de Castela, a Sucessão e o Grande Cisma do Ocidente.

  • As Guerras Fernandinas: Disputa do trono de Castela entre Fernando I de Portugal e Henrique II de Castela (e mais tarde, o filho de Henrique II, João I de Castela)
  • A Sucessão: Crise de sucessão, quando D. Fernando morre.
  • Grande Cisma do Ocidente: Crise religiosa que ocorreu na Igreja Católica de 1378 e 1417.


Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B3nica_de_D._Fernando

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_fernandinas 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Cisma_do_Ocidente 

Crónica de D. Pedro I.

É a primeira das três grande crónicas de Fernão Lopes. É também a primeira crónica régia com características próximas das que definiram o género, cultivando nesse século e nos dois seguintes. Foi impressa pela primeira vez em 1737 em Lisboa.
Foi com esta que o cronista começou a praticar mais efetivamente o seu modo original de contar e de estruturar a narrativa. Dos reinados anteriores existiam esboços de textos nas vastas compilações trecentistas. 
Esta Crónica inicia com o retrato do rei, descrevendo os seus e falando do facto de D.Pedro I ser um defensor da justiça. Fala também em Inês de Castro gloroficando-a e lembrando que o rei, ao punir os aglozes que jurara perdoar diante de seu pai, perdeu a boa fama que tinha junto ao povo.
Nesta crónica o povo é já uma personagem coletiva.
Os materiais que esta crónuca aproveitou atestam a escassez de fontes de que o autor dispunha relativamente ao reinado de D.Pedro I e, por consequencia, a habilidade do historiador na organização de fragmentos documentais diversos, que vão desde as histórias semilendárias que se avolumaram em torno da conceção, de justiça do soberano, até aos livros de chancelaria régia, atas, cartas, e até alguns períodos de Pero López de Ayala na Crónuca del Rey Don Pedro.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Produção Escrita

   Tudo parecia estar a correr normalmente até que, pelas ruas de Lisboa, um homem estava aos berros: Matam o Mestre! Matam o Mestre no Palácio da Rainha! Preocupado, dirigi-me á porta, o resto da população estava na rua, provavelmente confusa tal como eu. Outros homens seguiam o homem que ia aos berros nas ruas.
    Decidido a descobrir o que se passava, sai de casa. Enquanto falava com mais duas vizinhas, os seus maridos carregavam armas. Tal como eles, fui armado.Uns reconheceram o homem, era o Pajem do Mestre que continuava a espalhar a noticia. Álvaro Pais apareceu armado e em cima de um cavalo enquanto dizia á população para ajudar o Mestre que o iam matar. 
    Começamos a andar até ao Palácio da Rainha. O monte de gente que se tinha juntado nas ruas continuava a gritar que matavam o Mestre. Por onde passávamos, mais pessoas se juntavam. A quantidade de gente não cabia nas ruas principais. Nunca as ruas de Lisboa tinham visto tanta gente. Todos queriam saber: quem queria matar o Mestre?Achava-se que era João Fernandes que o ia matar e que quem o tinha mandado era a Rainha. 
    Assim que chegamos ao Palácio todos começaram a perguntar pelo Mestre de Avis. Ainda pensaram em pegar fogo ao Palácio. Mais tarde começaram a dizer que o Mestre estava vivo e que João Fernandes estava morto. Sem acreditar, nós, a população queríamos ver o Mestre, e assim, este aparece á janela.
    As mulheres saíram á rua quando o viram á janela dizendo que era tão bom vê-lo.
    Mais tarde veio-se a saber que quem tinha matado João Fernandes. Quem o matou foi o Mestre. Todos nós ficamos a achar que o Mestre também devia ter matado a Rainha, mas em vez da Rainha este matou o Bispo.


Número de palavras: 301.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A Crise de 1383-1385.

A Crise de 1383-1385 foi um período de guerra. Que ocorreu em Portugal. A crise começou quando D. Fernando morreu sem herdeiro ao trono. D. Fernando estava casado com D. Leonor Teles, do seu casamento apenas nasceu a Infanta Beatriz e por esse motivo o seu casamento era uma questão estratégica. Beatriz ia então casar com D. João I de Castela, isto implicava o trono de Portugal pois caso Beatriz morresse antes do marido e sem filhos, D. João I de Castela é que seria o herdeiro ao trono.
Assim apareceram dois candidatos:

  • João, filho de D.Pedro I e de Inês de Castro;
  • João, Grão-Mestre de Avis.


A 6 de dezembro de 1383, o Mestre de Avis vai ao paço e mata o Conde Andeiro. O pajem corre pelas ruas de Lisboa a dizer que matavam o Mestre. Álvaro Pais, que estava metido na conspiração, aparece armado e convence o povo de que o Mestre precisava mesmo de ajuda.O Mestre aparece a uma janela como prova de que estava vivo. Deste modo o povo de Lisboa aclama o Mestre de Avis Regedor e Defensor do Reino.
A 6 de abril de 1384 dá-se a Batalha dos Atoleiros. Em maio, o rei de Castela cerca Lisboa.


Batalha de Aljubarrota 02.jpg
Batalha de Aljubarrota.
Em 1385 dá-se a Batalha de Aljubarrota. A batalha ocorreu em agosto entre as tropas portuguesas comandadas por D. João I, Mestre de Avis e as tropas Castelhanas lideradas por D. João I de Castela. O exercito de D. João I de Castela era mais numeroso do que as tropas portuguesas, mas o grande vencedor foi Portugal.



D. João I, Mestre de Avis. Rei de Portugal.






A crise acaba quando D. João I, Mestre de Avis, se torna rei de Portugal.













Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_de_1383%E2%80%931385_em_Portugal

https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Aljubarrota

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_I_de_Portugal




terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A obra literária de Fernão Lopes.

A obra de Fernão Lopes é composta pelas Crónicas de D.Pedro I, de D. Fernando e de D.João I ( composta pela 1º e 2º parte).
  • A Crónica de D.Pedro I situa-se entre os anos de 1357 a 1367(período que corresponde ao reinado deste monarca).
  • A Crónica de D. Fernando ocupa os anos de 1367 a 1383, e corresponde á historia do reinado deste monarca, especialmente das chamadas "guerras fernandinas".
  • A 1º parte da Crónica de D. João I. Situa-se no curto período de cerca de dezasseis meses que vai do assassinado do Conde Andeiro, em dezembro de 1383, a aclamação do Mestre de Avis como rei de Portugal, nas cortes de Coimbra, em abril de 1385.
  • A 2º parte da Crónica de D. João I. Transporta-nos de abril de 1385 até 31 de outubro de 1411 (há apenas, na fase final, referencia a alguns episódios posteriores a esta data) e corresponde portanto à historia do conflito entre Portugal e Castela, desde as cortes de Coimbra até á assinatura do tratado de paz.

A vida e obra de Fernão Lopes.

Resultado de imagem para fernão lopesEra oriundo de família vilã. Era guarda-mor das escrituras da Torre do Tombo. Foi designado por D. Duarte para ser cronista do reino, a partir de 1419. Escreveu as Crónicas de D. Pedro I, D. Fernando e de D. João I. Talvez o que chegou até nós sob a forma de rascunho são crónicas dos reis anteriores. Foi escrivão dos de D. João I e de D. Duarte, secretário do infante D. Fernando.
Fernão Lopes, de modo nenhum desprezando o passado, introduz na nossa literatura uma escrita inovadora, fortemente audaz e metafórica, a um tempo, de nos fazer acreditar na movimentação cinematográfica de multidões em transe de modificar os destinos de um país ameaçado e de nos pintar de uma minúcia reveladora.  

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O Livro de Linhagens do Conde D.Pedro.

Este nobiliário agiganta-se no panorama da prosa portuguesa de trezentos: para lá do seu carácter universal, ela é a primeira obra original da historiografia portuguesa( ocupa-se dos primeiros reis de Portugal até D. Afonso IV). Reveste-se uma preocupação social.
Os atos de bravura, a fidelidade à palavra dada, as traições de que se ocupa, as pequenas histórias que conta, os traços pitorescos e anedóticos que refere, a explicação de alcunhas, graciosas umas, ridicularizadas outras, a casamentos, a raptos, a adultérios,a violações, revelam abruptamente as pessoas neles envolvidos.
As narrativas da batalha do Salado e do Rei Ramiro são as mais importantes. Envocaram a "estória" que a tradição oral transmitia, afastando-se dela, do possível cantar de gesta que estaria na sua origem, atualiza-se uma narrativa sentimental.
A narrativa da Batalha do Salado encontra-se incompleta no Cancioneiro da Ajuda. Apresenta valores da cavalaria( espírito religioso, honra, prez e bondade).